O Portugal Que Nunca Pára

Olhar Viseu Em Tempos de Pandemia

 

So many who could not stop, who sacrificed themselves, taking care of us.

There are stories that intertwine in this pandemic as if they were part of it, in a dystopian uncertainty, uncertain where it would take us, uncertain in the outcome, uncertain in life, in death, certain in suffering.

For so many who could not let themselves stop, many others were forced to take the opposite path, safeguarding public health, sacrificing themselves for the benefit of everyone else.

In this pandemic we were, we are, interconnected in solidarity, connected in hope, despair, fear.

There is always the day after. The almost utopian idea of ​​this collection of portraits was born in the day after, the day of hope.

We look on in gratitude, at an end of imposed seclusion, we will be free again.

Portugal has never stopped, never will. In the worst moments, in the pain suffered by those who left, hope remains in the eyes of those who did not close it.

Both, pictured here.

 

Thanks. The debt of a lifetime remains.

 

Ours.

 

 

Tantos que não puderam parar, que se sacrificaram, deixando os seus, olhando por nós.

Há estórias que se entrelaçam nesta pandemia como se dela fizessem parte, num incerto distópico, incerto onde nos levaria, incerto no desfecho, incerto na vida, na morte, certo no sofrimento.

Para tantos que não se podiam deixar parar, tantos houve obrigados a moto inverso, salvaguardando a saúde pública, sacrificando-se em prol de todos, de todos os outros.

Nesta pandemia fomos, somos, todos e os outros, interligados na solidariedade, ligados na esperança, no desespero, no medo.

Há sempre um dia seguinte, um dia que se segue ao outro que julgáramos jamais terminar. A ideia quase utópica desta colecção de retratos nasce no dia seguinte, no dia de todas as esperanças, no dia de todos, nosso.

Olhamos em gratidão, num fim de reclusão imposta, seremos livres de novo.

Portugal jamais parou, jamais parará. Nos piores momentos, na dor insofrida dos que partiram, fica a esperança nos olhos de quem não os fechou, fica o passo certo de quem os fechou, projetando futuro onde talvez já não houvesse passado.

Uns e outros, aqui retratados.

 

Obrigado. Fica a dívida de uma vida.

 

A nossa.

 

John Gallo

10 de Junho de 2021

 

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